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Opção revolucionária de terapia para neurodermatite através da própria substância imune do corpo

Opção revolucionária de terapia para neurodermatite através da própria substância imune do corpo



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Usar as próprias defesas do corpo pode revolucionar a terapia de neurodermatite
As opções de tratamento para neurodermatite (eczema atópico) ainda são extremamente limitadas. Agora, cientistas da Universidade de Edimburgo descobriram uma nova abordagem para a terapia usando as defesas naturais do corpo. "A descoberta pode ajudar a criar novos tratamentos para a dermatite atópica que afeta cinco em cada 20 crianças e um em cada 20 adultos no Reino Unido", disse a Universidade de Edimburgo.

Os cientistas foram capazes de identificar uma nova abordagem de como as defesas naturais do corpo podem ser usadas em um possível tratamento para neurodermatite. Os pesquisadores "descobriram uma maneira de usar o sistema de defesa do corpo para reparar pequenas fraturas na barreira natural da pele que tornam as pessoas mais suscetíveis ao eczema", afirmou a universidade. Os pesquisadores publicaram seus resultados na revista "Journal of Investigative Dermatology".

Maior suscetibilidade a infecções bacterianas
Uma doença do eczema está associada a lesões cutâneas com coceira, que, segundo os pesquisadores, resultam em um aumento da suscetibilidade a infecções. A doença pode ter efeitos de longo alcance na vida das pessoas afetadas, como no trabalho ou durante o sono, quando a coceira constante leva a enormes problemas de sono. Estudos recentes demonstraram a importância de uma barreira natural intacta da pele para prevenir o eczema, explicam os cientistas. Essa barreira pode ser afetada, por exemplo, por erros genéticos, fatores ambientais ou infecções bacterianas. Em geral, bactérias como Staphylococcus aureus são muito mais prováveis ​​de serem encontradas na pele de pessoas com neurodermatite e as bactérias podem facilmente levar à infecção por lesões cutâneas, o que causa mais danos à barreira cutânea.

Substância detectada protege a barreira da pele
A equipe de pesquisa em torno do Dr. Donald J. Davidson, da Universidade de Edimburgo, agora descobriu em sua pesquisa atual que as células da pele podem ser instruídas a fazer uma conexão protetora que ocorre naturalmente. "Esta substância - chamada beta-defensina 2 humana (hBD2) - é conhecida por matar bactérias", relatam os cientistas. No presente estudo, também foi encontrado um efeito protetor na barreira cutânea. Em pacientes com neurodermatite, a produção de hBD2 é insuficiente nas lesões cutâneas, o que tem o correspondente efeito adverso na função protetora.

As opções de tratamento convencional são inadequadas
Em testes de laboratório, os pesquisadores descobriram que a adição de hBD2 ajuda a pele a permanecer intacta e protege as células contra infecções bacterianas. Os pesquisadores esperam que suas descobertas possam levar a novas terapias para a neurodermatite. O tratamento convencional com cremes com esteróides é apenas uma ajuda limitada para pacientes com neurodermatite, tendo em vista os efeitos colaterais iminentes e o efeito decrescente ao longo do tempo.

Esperança para novas terapias
O eczema atópico é uma doença incrivelmente generalizada e, se puder ser melhor tratada com o recrutamento dos sistemas de defesa natural do corpo no futuro, poderá ter um grande impacto na vida de muitas pessoas, de acordo com o dermatologista Dr. Richard Weller, que também esteve envolvido no estudo. Até que ponto é possível uma aplicação clínica do mecanismo da hBD2 na terapia de neurodermatite, mais estudos precisam ser esclarecidos. fp)

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